quarta-feira, 26 de agosto de 2015

CANÁRIOS A VENDA - II

CANÁRIOS COBRE INTENSO - TODOS CANTANDO MUITO - 

R$ 100,00 cada.



Temos 2 de topete 






Filhotes Chegando

Lotação Esgotada.

Cinco Filhotes Cobre 





Filhotes Ágata


sábado, 22 de agosto de 2015

QUER APRENDER A CRIAR CANÁRIOS?

VISITANDO UM SITE DE 2009 ACHEI ESSA INFORMAÇÃO VALIOSA DE UM DOS MAIORES CRIADORES DE CANÁRIOS DE COR DO BRASIL, O SR ALVARO BLASINA - JUIZ OBJO -Ordem Brasileira dos Juízes de Ornitologia


CANARIO URUCUM 

Sr. Álvaro Blasina o ¨Pai do Urucum¨ é o grande responsável pelo feito histórico da ornitologia brasileira, pois esta é a primeira raça de canário brasileira reconhecida pela COM.


Como Álvaro Blasina cria seus canários

"É com imenso prazer que faço chegar alguns aprendizados fruto de mais de 25 anos criando canários de cor. Considerando que o tema é extremamente extenso, abordaremos um tópico de cada vez para melhor entendimento do assunto."
Álvaro Blasina


MANEJO NA REPRODUÇÃO PLANEJAMENTO

O planejamento do número de casais por cor, é extremamente importante para um bom trabalho à longo prazo.
A seleção genética, nada mais é do que a fixação de genes desejáveis e de alta qualidade e a eliminação daqueles por nós considerados indesejáveis. Isto, tanto para o que refere à qualidade propriamente dos indivíduos, como ao seu comportamento reprodutivo e resistência às doenças, fertilidade e fecundidade fatores também diretamente ligados à genética. É portanto de extrema importância, o uso de um número expressivo de matrizes por cor ou raça criadas para obtermos um universo grande o suficiente que nos permita formar verdadeiras "famílias" dentro das quais possamos efetuar a devida seleção sem necessidade praticamente nenhuma de recorrermos à compra de matrizes de outros criadouros e fugindo ao mesmo tempo do fantasma da consangüinidade.

DESEMPENHO REPRODUTIVO

Todas as matrizes são avaliadas individualmente no final da temporada de cria, sendo eliminadas aquelas que não tenham alcançado metas mínimas de desempenho. Os limites mínimos exigidos são: postura mínima de 10 ovos em toda a temporada, cria mínima de 4 filhotes no mesmo período. Desvios de comportamento tais como baixa fecundidade dos machos, fêmeas que botam no chão, tratam mal dos filhotes, bicam suas penas, quebram os ovos, etc. também são rigorosamente anotados no histórico de cada reprodutor.

TRIAGEM

As fêmeas são divididas em sua avaliação em 3 categorias: 1) qualidade excepcional, excelente criadeira; 2) boa qualidade excelente criadeira; 3) insuficiente como criadeira. As fêmeas de categoria 1 (aproximadamente 40%), são separadas e colocada uma marca na voadeira, assegurando seu uso para o ano seguinte. As fêmeas de categoria 2 (aproximadamente 40%), também separadas e identificadas. A tendência é de que serão superadas pela qualidade das filhotas e comercializadas. As fêmeas da categoria 3 (aproximadamente 20%) são colocadas num recinto separado e identificadas para evitar de serem vendidas a criadores. Eliminados os reprodutores de baixo desempenho, o nível de evolução de qualidade dos filhotes indicará a quantidade de adultos a serem reaproveitados. Normalmente o plantel é formado aproximadamente de 20% de adultos de 1 ano e 80% de filhotes. São raríssimos os casos em que ficamos com reprodutores com mais de 2 anos. A seleção genética, pela sua complexidade, poderá ser abordada em novas edições.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO DE DOENÇAS

Dividimos o ano em 3 etapas diferentes, pela sua exigência alimentar, vulnerabilidade, atividade, etc. 1) Muda ( de janeiro a abril) 2) descanso (de abril a julho) 3) cria (de agosto a dezembro).

O calendário anual, é o seguinte:


Janeiro/ Fevereiro final da cria.

São separados os reprodutores e aplicado Ivomec pour-on em todos eles. Utilizamos este produto como aliado para eliminar parasitas externos e internos. Aplicamos o mesmo tratamento em todos os filhotes, aproximadamente 15 dias após separados da mãe. O motivo deste prazo é evitar o excesso de stress caso seja aplicada à medicação imediatamente depois de desmamados.

Março
Vacinação massiva (todos os adultos e filhotes) contra varíola (bouba).

Ano inteiro
A cada 40 dias tratamento preventivo contra micoplasmose com Linco-Spectin ou Tylan. Considerando que o Linco-Spectin é menos agressivo para a flora intestinal, utilizamos o mesmo o ano todo com exceção de 2 aplicações com Tylan na época de "descanso" tendentes a evitar qualquer resistência ao Linco-Spectin.
A prevenção às doenças digestivas é feita mediante o uso de preventivos de última geração não agressivos, tais como lactobacilos vivos, açúcares complexos, acidificantes, etc. adicionados a farinhada o ano todo. Estes produtos tem reduzido muito a mortandade de filhotes depois de separados.
A época de cria é adicionado à farinhada utilizada para tratar dos filhotes, NF180 na proporção de 1gr. por kg de farinhada pronta e Nistatina 4 gotas para 100 grs. de farinhada pronta.
Fornecemos na água ou na farinhada Multi-hepato (Antitóxico e protetor hepático) e Multi-ativo (eletrólitos).
Nos casos de ulcerações, inflamações, feridas, etc. nas patas, utilizo uma pomada chamada Equiderme, de excelente ação contra fungos, bactérias e com função também antiinflamatória.
Possuímos 4 cômodos, sendo 2 para criação e 2 para colocar os filhotes. Assim sendo, os cômodos previstos para criação, são esvaziados com a maior antecedência possível desinfetados etc. para evitar ao máximo a existência de germes na hora do acasalamento. Todas as gaiolas, poleiros, etc. passam por um tratamento rigoroso de desinfecção. Utilizamos o desinfetante Virkon para tal finalidade pois não enferruja o material e é de alta eficácia. Antes de iniciar os trabalhos no criadouro, todas as pessoas devem desinfetar a sola dos sapatos num pedilúvio com Virkon e também as mãos com o mesmo produto.

ACASALAMENTO
Começamos na primeira semana de agosto. Considerando a quantidade de fêmeas a serem utilizadas (aproximadamente 500 gaiolas) deve-se realizar um trabalho prévio de organização. Nunca juntamos antes do acasalamento, machos e fêmeas na mesma gaiola ou voadeira. Fazemos a seleção dos exemplares que serão utilizados como matrizes no mês de abril, antes de iniciar a venda. Guardamos aproximadamente 15% de matrizes a mais como reserva para substituir aquelas que falharem na cria, morrerem, etc.
Separamos as matrizes por cor e sexo para uma fácil localização na hora do acasalamento. Começamos pegando as fêmeas por cor e avaliando com extremo cuidado as características de cada uma. As ordenamos por qualidade, colocando nas gaiolas pela ordem descendente ( a melhor primeiro). Desta forma, já sabemos para efeitos de seleção no ano seguinte, que a tendência é de que a primeira metade integre o plantel novamente e a segunda metade seja superada em qualidade pelas melhores filhotas.
Os casais são formados sempre visando multiplicar virtudes e eliminando defeitos. Usamos sempre as melhores fêmeas com os melhores machos.

INSTALAÇÒES E IMPLEMENTOS

Gaiolas
Utilizamos o mesmo modelo há anos. São do tipo de arame, com 6 comedouros externos de meia lua, medida 50x 26 de altura x 30 de profundidade, com divisão ao meio. O fundo sobressai 5 cm, de tal forma que a maioria das cascas das sementes caiam nele e sujem menos o chão.
Ninhos de armação de arame com forro de corda. Cálcio e areia colocamos "pedras" de cálcio que contém areia, ostra moída, casca de ovo. As mesmas podem ser substituídas por "grit".

Separação
Separamos as gaiolas com divisões plásticas semitransparentes para evitar que os casais se vejam.

Material de aninhagem
Utilizamos tecido de juta, cortado em quadrados de aproximadamente 5 cm e prendemos na gaiola com pregador para que a fêmea retire o material necessário para confecção dos ninhos.

Potes
Utilizamos dois tipos diferentes para colocar a farinhada. Um menor preso à porta para as gaiolas que estão sem filhotes, e um maior no fundo da gaiola para as fêmeas com filhotes. Todos eles de plástico.


Identificação de gaiolas
Todas são numeradas e forma criados códigos para rápida visualização da situação de cada gaiola. No canto superior esquerdo, indica-se se está em postura, chocando ou com filhotes. Azul, indica chocando, e vermelho indica com filhotes. No canto superior direito, observações sobre comportamento reprodutivo, tais como rejeição de anel, fêmeas que tratam pouco, etc. etc. No centro, colocamos indicação de alguma observação mais imediata ( ex. suspeita de ter abandonado o ninho, rejeição do anel, etc.)


ANOTAÇÕES
Uma informação precisa e completa é de extrema importância. No momento de acasalar, anotamos o número de anel, cor e características de cada fêmea. Por outro lado, o número de anel, cor, características do macho e gaiolas onde inicialmente irá cobrir. É praticada a poligamia, sendo que por razões variadas, podemos variar os machos utilizados com uma fêmea entre uma ninhada e a outra.

Utilizamos um caderno em forma de agenda, onde serão anotadas diariamente o número das gaiolas que chocaram, número de anel e cor do macho, 10 dias depois, anotamos junto do número da gaiola a quantidade de ovos colocados e quantidade fecundados. Também diariamente os filhotes anilhados, com número, e gaiola da qual são filhos. Finalmente em outro setor, anotamos eventuais transferências de ovos ou filhotes de uma gaiola para outra.

Tudo isto fica na forma de rascunho nesse caderno e é digitado para o computador onde os dados são processados de forma a termos uma informação rápida e completa de tudo que ocorre no criadouro.

ALIMENTAÇÃO
Utilizamos mistura de sementes com seqüestrante de micotoxinas que é um produto que inibe o efeito tóxico de eventuais fungos presentes nas sementes.
A farinhada deve ter um teor de proteína entre 18% e 20%, principalmente para o período de reprodução. Fornecemos farinhada diariamente no período de muda. A partir do mês de março começamos a folgar um dia por semana, depois 2, etc. até chegar a fornecer farinhada 4 vezes por semana. Quando acasalamos, voltamos a fornecer farinhada diariamente, com exceção das fêmeas que estão chocando, que ficam somente se alimentando com mistura de sementes.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

CANÁRIOS COBRE CANTANDO

AQUI ESTÃO DOIS EXEMPLARES DA COR DE CANARIO QUE MAIS GOSTO.

UM É NEVADO MEIO INTENSO E O OUTRO É INTENSO DE TOPETE.

CANTAM ALTO E FORTE O DIA TODO




terça-feira, 21 de julho de 2015

O CANARIO COBRE


O canário cobre, tem sua origem no cruzamento de um canário melânico com o pintassilgo da Venezuela, no qual transmitiu aos seus filhotes híbridos a possibilidade de manifestar na sua plumagem o fator vermelho. É por este fato que todos os canários que exibem o lipocromo vermelho, recebem o nome de canários de fator vermelho.
A partir destes híbridos de pintassilgo da Venezuela e canário que em sucessivas gerações, fomos avançando até conseguirmos exemplares de canários completamente férteis e que exibiam a cor lipocromo vermelha.
O canário negro vermelho intenso, também chamado de canário Cobre é um canário melânico da linha negra, cujo lipocromo de fundo é o vermelho. É um dos canários de maior aceitação entre os aficionados, devido a sua coloração espetacular da sua plumagem, onde apresenta a máxima expressão da cor vermelha e a cor negra, fazendo desta variedade uma das mais criadas no grupo dos canários melânicos clássicos, sendo uma das linhas de cores mais representativas em números de competidores em concursos. 

É uma linha de canários clássicos e conhecidos por todos desde muitas décadas. Esta linha de canários se encontra em permanente evolução e sempre estão “na moda”, devido a sua beleza, na qual cativa e atrai os mais veteranos dos criadores.


COBRE INTENSO



Melaninas dos canários Cobres

A estrutura melânica de um canário cobre deve manifestar de um negro brilhante, formando um desenho na forma de estrias, que quanto mais largo e contínuas se apresentarem melhor e sem apresentar nenhuma zona de diluição. Estes desenhos estriados, devem ser obrigatório nas zonas dos flancos, algo que nem sempre é possível no que se refere a machos cobres intensos, sendo mais fácil de conseguir em machos nevados.


COBRE NEVADO




COBRE MOSAICO


As principais características de cor dos canários mosaicos são:

Nos machos – maior presença de cor (lipocromo nas seguintes regiões: máscara facial, encontros (ombros), uropígio (região próxima à cauda) e peito. 

Nas fêmeas – atuação mais reduzida da cor nas mesmas regiões do macho, sendo que a máscara facial é substituída por um leve traço de cor na altura dos olhos. 

Além dessas diferenças em relação à cor; os canários mosaicos apresentam outras características morfológicas que evidenciam a masculinidade ou a feminilidade do exemplar. 
Essas características, apesar de presentes em outras variedades, são muito mais pronunciadas nos mosaicos. Os machos mosaicos possuem peito mais amplo, cabeça maior, pescoço e bico mais forte do que das fêmeas. 

A PIGMENTAÇÃO DOS CANÁRIOS

Na busca de exemplares diferentes, por volta de 1920, um criador alemão, com o objetivo de produzir um canário vermelho, conseguiu introduzir no patrimônio genético destes, genes de um pintassilgo selvagem conhecido como Tarim da Venezuela. Esse pássaro é muito semelhante ao nosso pintassilgo, com a diferença de possuir vermelho vivo nas áreas onde o nosso é amarelo.
TARIM DA VENEZUELA


Por meio de vários cruzamentos, o homem conseguiu adicionar o fator vermelho ao patrimônio genético dos canários, abrindo com isso uma nova gama de combinações de cores, aumentando ainda mais as variedades já existentes. 

O canário cobre, é descendente do Pintassilgo da Venezuela, por tanto quanto mais próximo se encontrar as nossas gerações do nosso plantel, melhor será a transformação do carotenoide pelo organismo dos canários e conseqüentemente melhor será a sua coloração. Para pigmentar os canários de fator vermelho, devemos utilizar os carotenoides oxigenados. Existem muitos produtos para a pigmentação a venda no mercado. O Carofil, Cantaxantina, Bogena, Betacaroteno, etc. Eu utilizo o Carofil e Cantaxantina, meio a meio, na composição de 8 a 10 gramas para cada quilo de farinhada. Esta composição é fornecida aos canários até o final da muda. Quando encerra o período da muda, continuo fornecendo a 
farinhada junto com os pigmentantes, mas em doses menores e em frequências diferentes. 
Após a muda a farinhada de manutenção da cor, tem a finalidade de pigmentar algumas penas novas, já que até a face dos concursos os canários sempre perdem penas. 

Podemos também adicionar os pigmentantes naturais na farinhada como a beterraba, espinafre e pimentão vermelho,etc.